Poesias de Alcântara Machado

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Poesias de Alcântara Machado

Message par Admin le Mar 13 Sep - 15:12

Poesias de Alcântara Machado
SAUDADE


Por que sinto falta de você? Por que está saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade...
Que me fortalece me enobrece por ter você.


Livros e flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?


Círculo Vicioso
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:

- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?

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Re: Poesias de Alcântara Machado

Message par Admin le Mar 13 Sep - 15:14

Antonio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (São Paulo25/05/1901 - 14/04/1935).

A principal característica de sua obra está no retrato, ao mesmo tempo crítico, anedótico, apaixonado, mas sobretudo humano, que faz da cidade de São Paulo e de seu povo, com particular atenção para os imigrantes italianos (sejam aqueles moradores dos bairros mais mais pobres ou os que vão se "aburguesando"). Esse painel é narrado no chamado "português-macarrônico" (quase um dialeto paulista, misturando o linguajar do imigrante italiano com o falar do povo brasileiro).
ANTÔNIO ALCÂNTARA MACHADO E O "PORTUGUÊS MACARRÔNICO"



  "Antônio de Alcântara Machado era tão filho e neto de mestres das Arcadas quanto entusiasta da primeira hora dos desvairistas e primitivistas: foi, assim, uma inclinação liberal e literária pelo “pitoresco” e pelo “anedótico” que o fez tomar por matéria dos seus contos a vida difícil do imigrante ou a sua embaraçosa ascensão. Creio que esses dados de base ajudem a entender os limites do realismo do escritor, visíveis mesmo nos contos melhores, onde o sentimental ou o cômico fácil, mimético, acabam por empanar uma visão mais profunda e dinâmica das relações humanas que pretendem configurar."
Bosi, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1984, p. 422.
 
I – AUTOR:
ANTÔNIO Castilho de ALCÂNTARA MACHADO d'Oliveira nasceu em São Paulo, a 25 de maio de 1901, filho de ilustre e tradicional família paulistana (descendentes de veteranos das campanhas do Império, senadores, juristas), formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco e optou pela carreira literária e de historiador. Durante os dez anos que exerceu a atividade de escritor e jornalista, viveu o período preparatório da Revolução de 1930, a fase inicial de sua implantação e o chamado movimento constitucionalista, desde da Revolução Paulista (1932) até a elaboração da primeira constituição da República Nova em 1934.


Apesar de colaborar periodicamente com artigos sobre cultura no Jornal do Comércio, só tomou contato direto com os modernistas de São Paulo a partir de 1925.
O gosto da caricatura era indissociável do espírito de 22 e Alcântara Machado o cultivou regularmente nos seus contos, nas crônicas de viagem à Europa, em 1925, de “Pathé-Baby” (1926) com prefácio de Oswald de Andrade e nos artigos de jornal postumamente reunidos em “Cavaquinho e Saxofone” (1940), que abrange quase dez anos do jornalismo literário do escritor praticado em diversos veículos, entre eles o “Jornal do Comércio de São Paulo”, o “Diário de São Paulo” e as revistas “Terra Roxa e Outras Terras”, “Revista de Antropofagia” e “Revista Nova”, divulgadoras das ideias modernistas e que ele ajudou a fundar.



A consagração literária de Alcântara Machado se dá com a publicação de “Brás, Bexiga e Barra Funda” (1927), contos que retratam a imigração italiana, o cotidiano desses italianos e de seus descendentes, nas décadas de 20 e 30, como um retrato vivo da sociedade paulistana.

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