ruba’iyat do Pessoa

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ruba’iyat do Pessoa

Message par Admin le Sam 22 Avr - 18:17

ruba’iyat do Pessoa "ele mesmo", a da p. 65 das Novas poesias inéditas, datada de 30/05/1931
"Não digas que, sepulto, já não sente
O corpo, ou que a alma vive eternamente.
Que sabes tu do que não sabes? Bebe!
Só tens de certo o nada do presente.

Depois da noite, ergue-se do remoto
Oriente, com um ar de ser ignoto,
Frio, o crepúsculo da madrugada...
Do nada do meu sono ignaro broto.

Deixa aos que buscam o buscar, e a quem
Busca buscar julgar que busca bem.
Que temos nós com Deus e ele connosco?
Com qualquer coisa o que é que uma outra tem?

Sultão após sultão esta cidade
Passou, e hora após hora a vida, que há-de
Durar nela enquanto ela aqui durar,
Nem ao sultão ou a nós deu a verdade."

http://www.hottopos.com/mirandum/fernkhay.htm

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Aziza Rahmouni.
Un poème est une image de vie
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