walmir ayala

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walmir ayala

Message par Admin le Mar 13 Sep - 20:38


A MINHA MORTE SÃO AS COISAS

A minha morte são as coisas

e não poder retê-las,

é a matéria que existe

e resiste

à minha sorte,

como as estrelas.



A minha morte é a manhã

que se estende claríssima

sem temor, é este amor

de só desesperança,

como um clamor.



A minha morte é esta voz

por que a garganta enseia

e não sabe,

ela cabe

inteira nos meus olhos

que a lágrima incendeia.



Sobretudo é

esta vontade

de chorar e ir chorando

como uma única pergunta

sem remédio:

até quando?



CRER

Creio em mim. Creio em ti. Deus, onde mora?

Na vontade de crer que me consente

humano e ardente.

No meu repouso em ti, que me alimenta.

No que vejo e recebo, nesta vara

florida num deserto, em meu maná

de agora e de jamais. Saber-me hoje

tão digno do tempo que me mata

é arder-me em Deus, e este saber me basta.



ISTO É TUDO

As urnas estão fechadas,

os corações estão mudos,

mas o amor paira e condena —

isto é tudo.



As mãos vão entrelaçadas,

o olhar é sereno e agudo,

e o amor é mais do que as almas —

isto é tudo.



A lágrima quase aponta,

O desejo é um breve escudo,

e o amor é quase nada —

isto é tudo.

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Re: walmir ayala

Message par Admin le Mar 13 Sep - 20:41


Walmir Ayala (Porto Alegre-RS, 4 de janeiro de 1933 - Rio de Janeiro-RJ, 28 de agosto de 1991), foi um poeta, romancista, memorialista, teatrólogo, autor de literatura infantojuvenil e crítico de arte brasileiro.

Autor de uma obra bastante extensa em todos os gêneros, seu romance de maior sucesso, À beira do corpo (1964), conquistou o público e a crítica ao longo dos anos. Colaborou intensamente com diversos jornais e revistas tais como Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Última Hora, O Cruzeiro etc. Autor de numerosos livros também para o público infantojuvenil, tornou-se num dos escritores mais premiados de sua geração em todos os gêneros de sua atuação. Organizou diversas antologias, a exemplo da Antologia dos poetas brasileiros – fase moderna (Ediouro, 1967), a quatro mãos com Manuel Bandeira.Traduziu para o português o poema argentino Martín Fierro, de José Hernández, publicado pela Ediouro em 1988.

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